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FATO:
SOLUÇÃO:
COMPROVE Fácil.
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B. Egon Breitenbach
A intenção de dirimir o problema multimilenar da comunicação entre pessoas de diferentes idiomas, por meio de instrumento de facilidade, tecnicamente criado, é tão antiga quanto a própria humanidade. Ao fluir dos séculos, experimentaram-se vários projetos de língua mundial. De fato, adotar uma língua mundial representa, e praticamente sempre representou, necessidade de ordem econômica, social, científica e cultural. Assim, dentre milhões de criaturas que sentiam a dificuldade e os percalços, a impedir o entendimento recíproco, algumas pessoas, para sorte da humanidade, aceitaram o imenso desafio e começaram a examinar seriamente a questão. Na Idade Moderna, além de Vives, Voltaire e Montesquieu, outros eminentes dedicaram-se à busca. Em 1.629, o Cardeal Mersenne, tendo observado que o latim - pretensamente língua internacional no surto das universidades - era empregado apenas por ínfima minoria de mestres e discípulos, e deformando-se, perdia importância, escreveu a Descartes, procurando saber da viabilidade da língua mundial. O matemático e filósofo respondeu-lhe que:
Leibniz, sentindo a gravidade do problema lingüístico, em especial no concernente a Filosofia, ocupou-se sobremaneira de pasigrafias - sistemas que serviriam para todos se comunicarem por escrito. Em 1.666, em Opera Omnia (Genebra, 1.768), assim referiu-se à idéia de língua internacional: Essa língua será o maior instrumento da razão. Eu tenho a coragem de dizer que será o último esforço do espírito humano, e quando o projeto for efetivado, apenas dos próprios homens dependerá a felicidade, porque terão um instrumento que servirá para entusiasmar a razão, não menos do que o telescópio serve para estender a vista humana. Estou certo de que nenhum invento é tão importante quanto esse (...). O pedagogo Jan Amos Comenius, deteve-se no assunto, ao escrever Via Lucis, no meio do século XVII: Primeiro, a língua universal deve ser a mais rica de todas, tão capaz que designe adequadamente todas as áreas e, com facilidade, também exprima toda a imaginação. Por fim, o principal, a língua universal deve ser o desfecho definitivo da confusão entre as nações. Concluímos que contra os múltiplos obstáculos e confusões da comunicação provenientes da dificuldade e da imperfeição das línguas, não existe recurso mais eficaz do que criar uma nova língua que, comparada às línguas conhecidas, seja: 1 - mais fácil, para que todos possam aprendê-la sem desperdício de tempo; 2 - mais agradável, para que seu aprendizado seja alegre e integral; 3 - mais perfeita, para que seu conhecimento auxilie a compreensão de qualquer assunto. Aos poucos, a idéia foi lapidada à custa do trabalho de centenas de projetos, sejam pró pasigrafias, sejam mais completos, como línguas a priori, formadas de elementos arbitrariamente escolhidos, mas agrupados segundo preceitos lógicos, como Solresol, de Sudre, baseado nas notas musicais, ou a posteriori, constituídas de elementos extraídos de línguas vivas. O projeto de maior sucesso viria a ser criado por L. L. Zamenhof, oftalmologista lituano. Em seu Esperanto, apresentado em 14 de lulho de 1.887, em Varsóvia, Zamenhof procurou imitar ao máximo as línguas naturais conhecidas por ele, mas evitando as complexidades desses idiomas. Podemos afirmar que o titânico desafio de criar a língua harmonizante é obra miríade de devotados estudiosos e pesquisadores. Até o presente, passam de mil projetos. O projeto de Zamenhof, apesar de inúmeras alterações implementadas, infelizmente ainda distante da forma ideal, é lecionado em algumas universidades. Demasiado eurocêntrico lingüísticamente - por conservar o emprego do artigo, dos verbos auxiliares e dos pronomes relativos, recursos de que se valem tanto as línguas românicas quanto as anglo-saxônicas para acomodar suas imperfeições - as deficiências do Esperanto, lamentavelmente, não foram superadas. Sua maior contribuição, contudo, é a comprovação de que a esplêndida idéia é viável, porquanto é utilizado por milhares de pessoas. Estas, cônscias dos imensuráveis benefícios da adoção de uma língua internacional pelos povos como segunda língua, produziram respeitável acervo literário, fundaram milhares de clubes e associações. Anualmente reúnem-se nos universalaj kongresoj, iniciados em 1.905 e apenas interrompidos por guerras. Nessas convenções se oferece à humanidade a constatação: até 5.946 pessoas, diferentes na raça, no idioma, na ideologia e no credo religioso, efetivamente compreendem uns aos outros, apesar das deficiências da solução empregada. Tivemos a oportunidade de participar do congresso de 1.981, em Brasília, quando nos comunicamos com esperantistas de 40 nacionalidades. Atrevemo-nos
a declarar que a
adoção da língua-ponte será o verdadeiro e autêntico salto
qualitativo para o nível superior de razão e moral planetários. Fasile,
a segunda língua para todos os povos, a língua interétnica
que no momento está sendo aperfeiçoada consensualmente através da
colaboração de pessoas de boa-vontade de todos os recantos do mundo,
especialistas ou não. No domínio www.fasile.org podem ser encontradas páginas
de esclarecimento em Português, Espanhol, Inglês e Espanhol. Em
breve implementaremos páginas análogas em mais 22 línguas. Os
interessados podem baixar o livro eletrônico da versão de
liderança, disponível em português. Logo que conclui o curso rápido
de Fasile, a pessoa tem a oportunidade de aceder à gramática, ao
vocabulário básico e aos textos escolhidos.
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Criamos também um sítio especialmente destinado ao uso e à prática
da língua. Este sítio, www.fasile.net,
tem de ser seguidamente atualizado, naturalmente devido às constantes
alterações resultantes das novas versões de Fasile, a Língua de
Comunicação mais Ampla.
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