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FATO:
SOLUÇÃO:
COMPROVE Fácil.
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"Permitam-me dizer que muitos anos Upton Sinclair, escritor de língua inglesa, muito conhecido "Devemos ter a coragem de confessar que, A. Cotton, cientista, detentor de Prêmio Nobel "Com grande interesse, durante anos estudei Prof. Suzuki, da Universidade de Tiba, Japão
E o que falar das dificuldades que se deparam em todos os congressos, convenções ou reuniões internacionais? Algumas chegam a ser adiadas por falta de consenso quanto a qual ou quais línguas devem ser adotadas, o que seria o entendimento fundamental, não? A seguir, desde que escolhidas as línguas, sejam duas ou três, fatalmente ocorre o dispêndio de dinheiro, não pouco, e a perda de tempo com a tradução, frequentemente insatisfatória, sofrível, para não dizer "péssima". E quanto à tradução simultânea, a utilizar intérpretes ocultos em cabines? Em geral, exige-se antecipadamente o texto a ser traduzido, a inviabilizar o debate direto e espontâneo, composto de críticas, réplicas, tréplicas e esclarecimentos, impossíveis de ser entregues com antecedência. Reconheçamos: esse recurso, na realidade, representa a auto-sabotagem. Numa ocasião, por exemplo, durante um congresso promovido acerca de psicologia infantil, no primeiro dia, traduziu-se tudo para as três línguas oficiais: inglês, francês e italiano. No segundo dia, "para economizar tempo", fêz-se traduções apenas em francês e italiano, pois a grande maioria constrangeu-se a admitir que "sabia inglês". No terceiro dia, pela crescente falta de tempo, decidiu-se não mais fazer traduções. Os promotores do evento anunciaram que as traduções seriam enviadas às casas dos congressistas. Não teria sido bem mais objetivo e producente, ou menos ridículo e lamentável, economizar também as despesas de viagem e estada? Por último, a tradução realizada por computador, ainda que tenha evoluído muito com base no emprego da técnica de inteligência artificial, está ainda muito longe de ser perfeita. Serve apenas como auxiliar, de forma alguma substitui o intérprete humano. Afinal, em todas as línguas existem palavras com mais de um significado. Estas, conforme o contexto, podem levar a interpretações erradas. No inglês, por exemplo, há relativa facilidade na "verbalização" de substantivos e, reciprocamente, facilidade na "substantivação" de verbos, alternando o emprego de um pelo outro. Verbos preposicionais - expressões formadas por um verbo e uma ou duas partículas - criam dificuldades. Apesar de freqüentes no inglês, não o são nas demais línguas. Os aplicativos de tradução automática apenas atuam como auxílio no trabalho de tradução e também oferecem uma idéia geral de determinado texto em língua estrangeira, o qual não pode conter gíria nem expressões idiomáticas. Por maior que seja o esforço de seus autores, nenhum programa consegue levar em conta as inúmeras peculiaridades da linguagem humana, porquanto gera um rosário de frases de sentido diferente, dotado de falhas de concordância, como "eu tive minha relógio furtado" ou "eles encontrou por acaso." Alguns exemplos de resultados engraçados ou ininteligíveis: Take your glasses off. (Tire/tirem seus óculos.) -> Tome seus vidros desligado. He has just left. (Ele acabou de sair.) -> Tem esquerda justa. Que tal pensarmos num salto qualitativo para o nível superior de razão e moral planetários, aceitando a possibilidade da humanidade adotar Fasile, a segunda língua para todos os povos, a língua interétnica que no momento está sendo aperfeiçoada consensualmente através da colaboração de pessoas de boa-vontade de todos os recantos do mundo? Encerremos, portanto, com a opinião de Charles Richet, professor e cientista, também detentor de Prêmio Nobel: "O advento de uma língua internacional acessível a todos os homens será, desde a destruição da Torre de Babel, o maior acontecimento da História, fértil de bens imensuráveis. O progresso está diante de vós, não atrás. Tende a coragem de compreender o porvir."
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